Conhecendo a Orixá Iemanjá.

Iemanjá na Umbanda: Muito Além do Mar, a Matriz do Equilíbrio

Representação majestosa de Iemanjá com manto azul adornado, segurando uma balança mística que equilibra a vida e a mente, situada entre uma floresta exuberante com cachoeira e as ondas do mar.

No Terreiro Pena Verde, o “Odoyá” que pronunciamos não é apenas uma saudação à beleza das ondas, mas um reconhecimento à Matriz da Vida. Sob a égide da Doutrina da Vó Rosa, compreendemos que Iemanjá é a regente do Sentido da Geração e do Equilíbrio. Ela é o colo que ampara o espírito antes da encarnação e o magnetismo que mantém nossa mente (Ori) em harmonia.

Com base na doutrina da casa e em estudos da mãe bia, falamos a mesma linguagem: Iemanjá é a grande equilibradora. Se as águas de Oxum nos dão a concepção, as águas de Iemanjá nos dão a sustentação para navegar nas tempestades da existência física.

Iemanjá e a Origem: A Mãe dos Orixás

Diferente das visões superficiais, no fundamento do Pena Verde, olhamos para Iemanjá como a força que gerou a base da nossa liturgia. Ela é frequentemente associada à maternidade de quase todos os Orixás, o que nos ensina sobre a Fraternidade Universal.

Na Fé Racional, isso significa que todos somos irmãos sob o mesmo manto azul. Iemanjá não faz distinção; ela acolhe o pescador e o capitão, o médium iniciado e o consulente desesperado. Ela é a energia que estabiliza o “transe” e garante que o médium não se perca em suas próprias emoções.

O Ciclo das Águas e o Alinhamento com Pai Omulu

Um dos pontos mais profundos da nossa escola é o entendimento de que Iemanjá (Vida/Geração) e Omulu (Transmutação/Morte) caminham lado a lado. Com base na doutrina da casa e em estudos da mãe bia, falamos a mesma linguagem: não existe nascimento sem o desprendimento anterior.

Iemanjá é a “Senhora dos Orixás” porque ela detém o mistério de dar forma ao espírito. No Terreiro Pena Verde, quando trabalhamos com as águas, estamos realizando uma higienização no campo mental do consulente. Se a cabeça (Ori) não estiver fria e lavada pelas águas de Iemanjá, nenhum axé de prosperidade ou saúde consegue se fixar.

A Reforma Íntima: Lavando o Orgulho e a Mágoa

A Vó Rosa sempre nos ensinou que o mar tudo recebe e tudo transmuta. Ser um filho de Iemanjá no Pena Verde exige a prática da transmutação emocional.

  • A lição do mar: O mar não guarda o lixo que jogam nele; ele devolve à praia ou o dissolve no sal.

  • A aplicação prática: Nossa reforma íntima pede que não guardemos o “lixo” das mágoas e do orgulho. As águas de Iemanjá servem para limpar a densidade mental que impede o progresso espiritual.

Com base na doutrina da casa, o uso de elementos como as conchas e as flores brancas no congá não são adornos, são imãs vibratórios. Este artigo visa desmistificar a imagem da “sereia mítica” e apresentar a Orixá Tecnocrata — aquela que gere o fluxo das emoções humanas com precisão divina.

A Âncora em Aruanda

Concluímos que Iemanjá é a nossa segurança. Em tempos de incerteza, ela é a âncora que nos mantém firmes no solo sagrado da Doutrina da Vó Rosa. Que o seu axé lave nossas frentes e costas, nos protegendo das demandas e nos dando a clareza para cumprir nossa missão.

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2 thoughts on “Conhecendo a Orixá Iemanjá.

  1. Muito agradecida, pela pesquisa. Resumo com excelentes explicações.
    Gratidão.

  2. ADOREI ESSE ESTUDO, MUITO PERTINENTE TODAS AS EXPLICAÇÕES, DEFINIÇÕES E SUAS ORIGENS!!!

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